
Pai Ogum - Trono Masculino da Lei
Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.
Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos. O Trono da Lei é eólico e, ao projetar-se, cria a linha pura do ar elemental, já com dois pólos magnéticos ocupados por Orixás diferenciados em todos os aspectos. O pólo magnético positivo é ocupado por Ogum e o pólo negativo é ocupado por Iansã. Esta linha eólica pura dá sustentação a milhões de seres elementais do ar, até que eles estejam aptos a entrar em contato com um segundo elemento. Uns têm como segundo elemento o fogo, outros têm na água seu segundo elemento, etc.
Portanto, na linha pura do “ar elemental” só temos Ogum e Iansã como regentes.
Mas se estes dois Orixás são aplicadores da Lei (porque sua natureza é ordenadora), então eles se projetam e dão início às suas hierarquias naturais, que são as que nos chegam através da Umbanda. Os Orixás regentes destas hierarquias de Ogum e Iansã são Orixás Intermediários ou regentes dos níveis vibratórios da linha de forças da Lei.
Saibam que Oxalá tem sete Orixás Intermediários positivos e tem outros sete negativos, que são seus opostos, e tem sete Orixás neutros; Oxum tem sete Orixás intermediárias positivas e tem outras sete negativas, que são suas opostas; Oxóssi tem sete Orixás intermediários positivos, sete negativos, que são seus opostos, e tem sete outros que formam uma hierarquia vegetal neutra e fechada ao conhecimento humano material; Xangô tem sete Orixás intermediários positivos e tem sete negativos, que são seus opostos.
E o mesmo acontece com Obaluaiê e Yemanjá. Agora, Ogum e Iansã são os regentes do mistério “Guardião” e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos em níveis vibratórios e pólos magnéticos opostos, como acontece com outros. Não, senhores! Ogum e Iansã formam hierarquias verticais retas ou seqüenciais, sem quebra de “estilo” , pois todos os Oguns, sejam os regentes dos pólos positivos, dos neutros ou tripolares, ou dos negativos, todos atuam da mesma forma e movidos por um único sentido: aplicadores da Lei! Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois mão se permitem uma conduta alternativa. Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um “caboclo” de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores. Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.
Divindade: Ogum
Linha: Eólica
Pedra: Rubi, granada, hematita
Irradiação: Lei
Vela/Cor: Azul escuro, Vermelha, Branca, Prata
Sincretismo: São Jorge
Saudação: Ogum yê!
Ponto de Força: Encruzilhada, campo aberto, beira de estrada
Oferendas/Rituais Velas azul escura, vermelha e prata, cerveja branca, vinho tinto suave, manga, figo, uva niagra, fruta do conde, flores cravos, antúrio. Pode oferendá-lo numa encruzilhada, campo, caminhos.
OGUM – falar desse Orixá é falar de coragem, lei, ordem, ordenação, retidão e determinação, portanto oferendamos Ogum para receber em nosso íntimo esses atributos e para manifestá-los em todos os sentidos das nossas vidas, seja profissional, material, emocional ou espiritual. Quando o oferendamos pedimos também que nos envolva com sua força guerreira, solicitamos a abertura de nossos caminhos e a proteção de seus Guardiões da Lei. Ogum não julga nada nem ninguém pois esta atribuição pertence a Xangô. Ogum é quem aplica a Lei, portanto oferendar Ogum no sentido de submissão à Lei Maior e à Justiça Divina (ou seja, submissão a Deus) é dar as costas para receber os “chicotes” da Lei. Esses doem, mas são necessários para cessar nossas dividas cármicas acelerando nossa evolução espiritual. Feliz daquele que tem coragem, amor e fé suficientes para sentir tão grande Poder e Ação, fazendo valer o ponto: “o que se ganha de Ogum só Ogum pode tirar”. É por isso que dizemos que Ogum é quem ativa nossas próprias demandas como também é o único que tem o Poder de ordenar a quebra de nossas demandas, tudo pela determinação da Lei de Deus.
Ervas Quentes(Descarrego):Espada de S.Jorge,aroeira,espinheira santa,eucalipto,guiné,olho de cabra,pinhão roxo,valeriana,garra do diabo,lança de S.Jorge,espada de sta Bárbara,quebra demanda,picão preto,bambú,pára raio,tiririca,limão,vence demanda,... Verbos atuantes nas ervas quentes:prender,conter,cortar,despedaçar,acorrentar,destruir,arrasar
Ervas Mornas(Equilibradoras):Abre caminho,aniz estrelado,assa peixe,café folha,capim cidreira,carqueja amarga,catuaba-pau de resposta,cavalinha,damiana,gengibre,levante,manga folha,marapuama-quebra facão,menta,pau pereira,pau tenente,pitanga folha,colônia,peregun(dracena)verde,peregun(dracena)rajada,... Verbos atuantes nas ervas equilibradoras:ordenar,induzir,conduzir,encaminhar,fortalecer, proceder,readaptar,recalibrar,...
Pai Ogum é a Divindade que está assentada no pólo positivo (irradiante) da Linha da Lei. Representa a Ordenação Divina, o Governo da Lei Maior em toda a Criação. Suas Irradiações contínuas amparam e sustentam aqueles que vivem dentro da Lei e da Ordem Divinas e também socorrem aos que necessitam desse amparo.
Ogum é a Lei, cujo símbolo é a espada, que por sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra, a honestidade. Perante a Lei não existe “mais ou menos”, não se pode ser “mais ou menos honesto”: ou se está no caminho reto, respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está. Por isso se diz que os filhos de Ogum são taxativos: não hesitam em “comprar batalhas” para defender os amigos e aqueles que agem com respeito à Lei de Deus e ao próximo, mas se afastam dos que agem com desonestidade e deslealdade. Ogum é o Senhor dos caminhos e realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. A primeira “batalha” que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que, uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que nasce do desrespeito à Lei Maior e à Justiça Divina.
Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência às Leis da Criação. O dragão subjugado por São Jorge e por São Miguel Arcanjo, que sincretizam com Ogum, representa exatamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é o símbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado, da vaidade extrema, da ganância etc. Vencendo “o dragão”, sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo da Lei. Porque a Lei atua sem cessar, irradiando-se para toda a Criação. Sintonizados com a Lei, alcançamos o amparo da Lei e da Justiça do Criador. Então, os inimigos terão olhos, mãos, pés e armas, mas não conseguirão nos enxergar, não poderão nos tocar e nem nos alcançar ou ferir, como diz um ponto cantado.
Seu primeiro elemento de atuação é o Ar e o 2º. Elemento é o Fogo.
Na Linha pura da Lei Ogum faz par com Yansã, ambos atuando pelo elemento Ar.
Também faz par com Egunitá, a Mãe do Fogo e da Justiça, aqui formando com Ela uma Linha polarizada ou mista Lei/Justiça, pelos elementos Ar/Fogo.
Nos elementos, Ogum é o ar que refresca e a brisa que acalenta.
Na Lei, Ogum é o princípio ordenador inquebrantável.
Na Criação Divina, Ogum é a defesa de tudo o que foi criado, é a defesa da vida.
Na Irradiação da Lei, Ogum é passivo, pois seu magnetismo irradia-se em ondas retas, em corrente contínua, e seu núcleo magnético gira para a direita (sentido horário).
Seu Fator Ordenador nos ajuda a vencer nossas trevas e bloqueios interiores (as verdadeiras demandas) e nos protege dos obstáculos externos, quando vivemos de acordo com os ditames da Lei Divina.
Ogum é a Lei, é a via reta. É associado a Marte e ao número 7.
Na Bahia Ogum sincretiza com Santo Antonio de Pádua. Nos demais Estados, em geral é sincretizado com São Jorge e celebrado em 23 de abril.
A respeito do sincretismo de Ogum com São Jorge, FERNANDO FERNANDES, no excelente artigo “Astrologia e Mitos Religiosos”, comenta: “O simbolismo, aliás, não poderia ser mais adequado: São Jorge veste uma armadura de guerra (a proteção necessária para atuar em ambientes inferiores) e monta um cavalo branco (as forças da matéria e o lado animal da personalidade, já purificados - por isso a cor branca - e colocados a serviço de desígnios elevados). Utiliza a lança e a espada (um símbolo do direcionamento da energia) e consegue vencer o dragão (as forças das trevas).”
Em seguida, o referido autor fala sobre características de Ogum na Umbanda e no Candomblé e sua associação ao planeta Marte: ”A espada está ligada ao Orixá de três formas: por ser guerreiro e caçador, Ogum rege as armas em geral; por ser ferreiro, é fabricante de objetos de metal; e, finalmente, é o orixá regente do ferro, matéria-prima para a maioria das armas. Como símbolo, a espada representa a energia mobilizada e direcionada para cortar o avanço do mal. Basta lembrar outra lenda, criada num ambiente bem diferente do que estamos tratando: a história céltica do Rei Artur que, munido da espada mágica Excalibur e sob a orientação de um iniciado, o Mago Merlin, combate as forças malignas acionadas por temíveis feiticeiros. Excalibur é o instrumento do combate da magia branca contra a magia negra. A espada de Ogum tem o mesmo significado.
Cabe observar também que o ferro é o elemento químico essencial para a formação dos glóbulos vermelhos. Da mesma forma como sua carência torna o indivíduo anêmico, a carência da raiz energética de Ogum cria uma espécie de anemia espiritual, ou seja, uma falta de coragem e de disposição para lutar pelo próprio desenvolvimento. É por causa dessa função revitalizadora que Ogum é apresentado nos mitos africanos como o orixá que vem na frente, o pioneiro na tarefa de descer à Terra e acordar os homens. Trata-se, evidentemente, de uma função típica de Áries e Marte.
(...) Ogum muitas vezes é invocado como se fosse uma espécie de guarda-costas celeste, um orixá que, se devidamente agradado, tomará partido em favor do filho de fé e voltará sua fúria contra os inimigos. (...) As concepções mais elaboradas, entretanto, não vêem o orixá como um ser a serviço dos interesses do homem, nem disposto a tomar partido em seus conflitos. Em essência, as lutas de Ogum processam-se dentro da própria alma, que traz simultaneamente o dragão e a serpente das tendências inferiores assim como o germe da Divindade. Invocar Ogum significa ativar as energias vitais que estão adormecidas na alma, despertar a parcela divina presente em cada ser humano e mobilizar a força necessária para avançar.”
Em seguida, ele comenta o ponto cantado que diz: “Cavaleiro supremo/mora dentro da lua /Sua bandeira divina/ é o manto da Virgem pura”, acrescentando: “A lenda de São Jorge, que não tem qualquer origem no culto dos orixás, mas sim no Cristianismo Popular, atribui-lhe o domínio da Lua, onde ele estaria em permanente combate com o dragão. É interessante notar que o símbolo da Lua, do ponto de vista astrológico, não é o desenho da Lua Cheia, mas do Crescente, que é formado por dois semi-círculos. Enquanto o círculo - o Sol - representa o espírito enquanto instância permanente e perfeita, o semicírculo é a alma, ou seja, o espírito ainda submetido às experiências da evolução, aprisionado nas sombras da própria ignorância e no vendaval das paixões ainda não dominadas. A Lua não tem brilho próprio, apenas refletindo a luz do Sol. Da mesma forma, para tomar de empréstimo uma concepção do pensamento hinduísta, a alma que perambula nas experiências de aprendizagem expressa apenas um reflexo provisório de sua verdadeira identidade, que só brilhará de forma pura quando o espírito transcender o ciclo das reencarnações e alcançar os planos mais elevados da absoluta ausência de forma, no mental superior.
Há um ditado do Catolicismo Popular que afirma que Maria é o atalho para Jesus. Da mesma maneira, muitos astrólogos medievais viam a Lua como um caminho para o Sol, assim como, na concepção hinduísta, a vida sob o domínio da emoção e dos sentimentos é a etapa necessária para a vida no plano da criação pura. Voltando aos astrólogos da Idade Média, era comum em textos da época a referência ao mundo sublunar para falar da mutável e inconstante realidade terrena, em contraste com a atemporalidade da perfeição espiritual simbolizada pelo Sol. Em todas as religiões antigas, a Lua e o Sol constituem um casal divino, cujo melhor exemplo é o mito de Ísis e Osíris no Egito. No sincretismo afro-brasileiro, a associação é com Iemanjá e Oxalá, identificados, aliás, com Nossa Senhora e Jesus Cristo. Mas por que razão Ogum, orixá de conotação nitidamente masculina, assim como São Jorge, santo militar e pertencente a um universo dominado pelos homens, surgem tão freqüentemente relacionados à Lua e aos orixás femininos das águas, como Iemanjá e Oxum? Há, pelo menos, duas explicações possíveis: em primeiro lugar, as demandas que Ogum enfrenta pertencem todas ao domínio das paixões inferiores, como o ódio, a inveja, o ciúme e o egoísmo.
A Lua, cuja permanente mudança de fases bem representa a instabilidade da alma humana, é o campo de batalha onde os instintos precisam ser vencidos para que brilhe a natureza solar. Em segundo lugar, podemos lembrar o princípio da complementaridade dos opostos: masculino e feminino são polaridades que não podem existir de forma exclusiva, sem a complementaridade do outro pólo.
Ogum, que carrega consigo tantas qualidades positivamente masculinas, como a força, a coragem, a energia do fogo e a carga de agressividade necessária para qualquer realização, precisa do tempero da receptividade, da doçura, da paciência e da devoção, atributos femininos dos orixás das águas. Sem esse tempero, o resultado é desequilíbrio.
Os mitos africanos, ao mostrarem um Ogum guerreiro, violento, destruidor e, ao mesmo tempo, incapaz de compreender a alma feminina (ele perde, sucessivamente, suas esposas para Xangô), não estão falando verdadeiramente do orixá, mas de sua manifestação imperfeita e desequilibrada no próprio ser humano. Na medida em que as qualidades precisam ser integradas e harmonizadas, os conflitos míticos entre os orixás dramatizam exatamente a luta por essa integração interior, na busca da totalidade psíquica.
O Ogum do sincretismo afro-brasileiro, que trabalha harmoniosamente associado a Oxum e Iemanjá, como demonstram os pontos, já expressa, pois, uma concepção mais integrativa do que aquela presente nas lendas iorubanas.
O ponto atribui uma característica feminina à bandeira de São Jorge: não é mais o estandarte de guerra, mas o próprio manto da Virgem.
Em todos os pontos em que Ogum aparece associado ao princípio feminino, seja sob a forma da Virgem Maria, de Iemanjá ou de Oxum, o sentido é sempre o da força dirigida pela sabedoria, a energia de luta colocada a serviço da misericórdia. Trata-se de um belo simbolismo que reúne elementos das tradições cristã e iorubana.”
Cozinha ritualística
Cará com Dendê e Mel Lave um inhame em sete águas (sete vezes), depois coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Com uma faca (obé), bem afiado, corte-o na vertical. Na banda do lado esquerdo se passa dendê e na do lado direito mel.
Paliteiro de Ogum Cozinhe um Cará com casca e tudo. Coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Espete palitos de Mariô por toda a superfície. Pode regar com dendê ou mel.
Feijão Mulatinho Cozinhe o feijão mulatinho (ou cavalo) e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com 7 camarões fritos no dendê.
Feijão para Ogum Ingredientes: 500g de feijão cavalo, 1 cebola, 1 vidro de dendê, 7 camarões grandes. Preparo: Cozinhe ligeiramente o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê. Coloque em um alguidar forrado com folhas de louro e enfeite com os camarões passados no dendê.
Vatapá de Ogum Ingredientes: Azeite de dendê; 2 cocos; 500 g de camarão seco; 500 g de camarão fresco; 500 g de garoupa (ou outro peixe em postas); 250 g de amendoim torrado (ou, se preferir, 100 g de castanha de caju torrada); 12 pães pequenos amolecidos em água; 2 cebolas grandes; 2 dentes de alho . Preparo: Tire o coco da casca. Lave, rale, aqueça em banho-maria, então esprema num guardanapo o leite puro extraído. Junte ao bagaço do coco dois copos de água quente e esprema novamente. Repita o processo mais uma vez, cuidando de deixar separados os leites (deixar em vasilhames separados o primeiro leite do coco, o segundo e o terceiro). Bata no liquidificador ou triture 2 cebolas grandes, 2 dentes de alho e o camarão seco. Depois triture o pão amolecido. Cozinhe o peixe e o camarão frescos com pouco tempero, sem tomate. Refogue o amendoim, a cebola, o alho e o camarão seco. Depois junte o pão. E vá então juntando o segundo leite, depois o terceiro, enquanto for preciso, até dar consistência. Também se pode juntar um pouco da água onde foram cozidos o peixe e o camarão, se for preciso. Quando estiver tudo quase cozido, junte o leite puro, ou seja, o “primeiro leite tirado do coco, depois o peixe em lascas e o camarão fresco. Ao colocar o pão, tempere com sal e não pare de mexer, para não embolar. Junte azeite de dendê em quantidade suficiente. (A consistência deve ser para comer com garfo.) Sirva com angu de arroz, conforme a receita a seguir:
Angu de arroz Desmanche um punhado de farinha de arroz em leite de coco frio. Tempere com sal e leve ao fogo para cozinhar, sem parar de mexer. Quando estiver cozido, pode juntar o leite de coco puro, fervendo por mais um ou dois minutos. Despeje em forma molhada, deixe esfriar e desenforme num prato. Este angu é o acompanhamento correto do vatapá.
Peixe de água salgada assado e recheado com amendoins inteiros e crus e com um punhado de grãos de milho previamente aferventados. Servir sobre folhas de louro fresco. Enfeitar com tiras de coco, fatias de manga espada e rodelas de rabanete.
Inhame assado e rodeado de feijão fradinho levemente torrado. Servir sobre folhas de manga ou de louro fresco.
Farofa de feijão (fradinho, branco, ou feijão cavalo). Cozinhar ligeiramente o feijão com água e sal, tendo o cuidado de conservar os grãos inteiros. Escorrer e reservar. Numa panela à parte, derreter um pouco de toucinho (banha de porco) com rodelas de cebola. Quando a cebola começar a dourar, joga-se um punhado de farinha de mandioca para torrar e por ultimo o feijão, misturando tudo. Servir sobre um punhado de ervas (quebra demanda, louro, guiné, folhas de manga etc.) e enfeitar com pimentas dedo de moça.
Costela de boi assada com fatias de inhame ou de batata. Oferendar sobre ervas frescas (pode ser num alguidar forrado com as ervas), rodear com farinha de mandioca e com um punhado de pipoca feita no dendê.
Farofa de inhame- Assar ou cozinhar um inhame grande e fatiá-lo em sete partes. Misturar um punhado de farinha de milho amarela. Regar com mel. Oferendar sobre um maço de ervas frescas (ver as ervas do Orixá). Pode-se enfeitar com cravos vermelhos (flor) ou então com 21 cravos da Índia (a especiaria).
Mingau forte Ingredientes: 7 camarões frescos; 2 copos de água de coco verde (ou de leite de coco); 1 inhame pequeno cozido e amassado; um pouquinho de farinha de mandioca e um punhado de amendoins inteiros e crus. Preparo: Lavar os camarões, passar num suco de limão e cozinhar ligeiramente na água (ou leite) de coco. Retirar os camarões do caldo que ficou e reservar. Levar o caldo ao fogo bem baixo, acrescentar a o inhame já amassado e a farinha, mexendo por minutos, para engrossar. Fora do fogo, misturar os camarões, com cuidado para não quebrarem. Oferendar sobre ervas frescas e enfeitar com os amendoins.
Oferenda para Ogum - Cerveja branca, cravos vermelhos, uva rubi, figo, manga espada, velas branca, vermelha e azul escuro, tudo depositado em um campo aberto, pois seu ponto de força são todos os caminhos abertos.
Onde oferendar: Num campo, caminho ou encruzilhada.
Quando Firmar para Ogum Para abertura de caminhos, situações de perigo, ordenando e direcionando quando se sentir sem rumo, cortando e anulando magias negativas, nos trazendo potência, força de seguir em frente e proteção em todos os sentidos.
Firmeza para Ogum
3 pedras de granada pequenas, 1 pedaço de ferro, uma vela de 7 dias azul escuro, sendo feita desta forma – as pedras dispostas em triângulo, no centro a vela de 7 dias azul escura e do lado da vela o pedaço de ferro, embaixo da vela seu nome ou foto e você montará esta firmeza no seu congá ou no solo.
Alguns Caboclos de Ogum: Rompe Mato (Ogum/Oxóssi), Ubirajara Peito de Aço (e Linha de Caboclos Peito de Aço), Timbiri, Humaitá, Tira-Teima, Araguari, Sete Espadas (Oxalá/Ogum), Sete Lanças (Oxalá/Ogum), Sete Escudos (Oxalá/Ogum), Araribóia, Jupiara, Guerreiro, Quebra Pedras (Ogum/Oxum), Pedra Azul (Oxalá/Ogum), Rompe Terras (Ogum/Omolu), Arranca Toco (Ogum/Omolu), Quebra Toco (Ogum/Omolu), Pena Azul (Oxóssi/Ogum).
Alguns Exus de Ogum: Tranca Ruas, Sete Facas (Oxalá/Ogum), Sete Espadas (Oxalá/Ogum), 7 Ferraduras (Oxalá/Ogum), Exu Ferrolho (Ogum/Oxum), Exu 7 Correntes (Oxalá/Ogum/Oxum), Exu Trinca Ferro (Omolu/Ogum), Exu do Ferro, Exu Corta Fogo (Ogum/Xangô), Exu Pé de Ferro, Exu Garra de Ferro
TRONO Masculino da Lei
Linha/Sentido Lei
Atributo: Lei/Ordenação
Campo de atuação Lei e Justiça
Fator Potencializador (fator puro) e Ordenador (fator misto)
Essência: Eólica
Elementos: Primeiro elemento: Ar
Segundo elemento: Fogo.
Polariza com Yansã (par puro na Linha da Lei, pelo elemento Ar) e com Egunitá (par misto na Linha da Justiça, elementos Ar/Fogo) Cor:Azul escuro, vermelho, prateado.
Fio de Contas:Contas de cristal ou de porcelana vermelhas e brancas ou vermelhas e azuis escuras alternadas
Ferramentas : Lança, espada, enxada, torquês, facão, ponta de flecha e enxó, símbolos de suas atividades.
Símbolos: Espada, lança, escudo
Ponto na Natureza :Os caminhos, campos e as encruzilhadas.
Flores:Cravo vermelho, rosa vermelha, antúrio vermelho.
Essências:Cravo, benjoim
Pedras: Granada, hematita, magnetita, rubi, sodalita. Dia indicado para a consagração: 5ª-feira. Hora indicada: 06 horas
Minério: Ferro- Dia indicado para consagração: 4ª-feira- Hora indicada: 10 horas.
Planeta: Marte
Dia da semana: 3ª-feira
Saúde:Glândula tireóide, garganta, ouvidos, pescoço, voz, maxilares, tubos branquiais, traquéia, parte superior dos pulmões, braços, esôfago. No aspecto emocional, diz respeito à nossa capacidade de comunicar e expressar a nossa vontade (saber dizer “sim” e “não”) e de nos colocarmos perante a sociedade.
Chacra: Laríngeo ou da garganta.
Saudação: Ogum-Yê! Patacori Ogum!
Bebida: Vinho tinto, cerveja branca, vinho tinto licoroso, água de rio, água mineral
Animais: Cachorro, galo vermelho, serpente
Comidas: Maçã, graviola, carambola, limão, romã, melão, melancia, manga espada, banana, pitomba, siriguela, uva vermelha, uva verde, abacate, abio, lima da pérsia, cereja, ameixa vermelha, milho, coco, morango, marmelo, cana-de-açúcar, laranja ácida, caqui, inhame, feijão cavalo, feijão fradinho, feijão branco, farinha de milho, farinha de mandioca, fava, rabanete, abobrinha.
Número 7
Data Comemorativa: 23 de abril
Sincretismo: São Jorge. Na Bahia é também sincretizado com Santo Antonio de Pádua.
Incompatibilidades: Quiabo
Qualidades
Ògún Meje – O mais velho de todos, a raiz dos outros. Aspecto do Orixá que lembra sua conquista da sétima aldeia, chamada Ire (Meje Ire), onde deixou o filho Adahunsi em seu lugar.
Ògún Je Ajá ou Ogúnjá – Nome que deriva de sua preferência em receber cães como oferenda. Um mito liga-o a Oxaguiã e a Yemanjá quanto à sua origem e como ele ajudou Oxalá. É um Ògún particularmente combativo. Veste-se de verde escuro e usa contas verdes. Dizem que acompanha Ogúnté.
Ògún Ajàká – É o “verdadeiro Ògún guerreiro”, que em princípio se veste de vermelho. Teria sido rei de Òyó e irmão de Sàngó. É um tipo particularmente agressivo de Ògún, um militar acostumado a dar ordens e a ser obedecido, seco e voluntarioso.
Ògún Xoroke ou Ògún Soroke (soro = falar; ke= mais alto) - Apelido que Ògún ganhou, devido à sua condição extrovertida. Usa contas de um azul escuro que se aproxima do roxo. Xoroke é um Ògún que tende a confundir-se com Esú, agitado, instável, suscetível e manhoso.
Ògún Meme – Veste-se de verde e usa contas verdes, como Ogunjá, mas de um tom diferente.
Ògún Wori ou Warri– É um Ògún dado à feitiçaria, ligado ao màriwò, aos antepassados. Tem temperamento difícil, suscetível, autoritário, espírito dogmático.
Ògún Lebede (Alagbede) – É o Ògún dos ferreiros, marido de Yémánjá Ogúnté e pai de Ògún Akoro. Representa um tipo mais velho de Ògún, trabalhador consciencioso, severo, ciente de seus deveres e dos seus direitos, exigente e rabujento.
Ògún Akoró – É filho de Ogúnté e o irmão de Oxóssi, ligado à floresta. Akoró é um tipo de Ògún jovem e dinâmico, entusiasta, era empreendedor, cheio de iniciativa, protetor seguro, amigo fiel e muito ligado à mãe.
Ògún Oniré – É o título de Ògún filho de Oniré, quando passou a reinar em Irê (Oni = senhor; Irê = aldeia; o dono de Iré). É um Ògún antigo, que desapareceu debaixo da terra. Usa também contas verdes. Guerreiro impulsivo, é o cortador de cabeças,ligado à morte e aos antepassados; impaciente, arrebatado, não pensa antes de agir, mas acalma-se rapidamente.
Ògún Olode – Destaca a sua condição de chefe dos caçadores, originário de Kétu. Não come galo por ser um animal doméstico. Amigo do mato, dos animais, conhecedor dos caminhos, é um guia seguro. Seu temperamento solitário assemelha-se ao de Oxóssi.
Ògún Popo – O nome de Ògún quando foi à terra dos Jeje.
Ogun Waris – Nessa condição o Orixá apresenta-se muitas vezes, com forças destrutivas e violentas. Segundo os antigos, a louvação “patakori” não lhe cabe, pois ao invés de agradá-lo, o aborrece.
Ògún Masa – Um dos nomes bastante comuns do Orixá. Segundo os antigos, é um aspecto benéfico do Orixá quando assim se apresenta.
Há vários nomes de Ògún em alusão a cidades onde houve o seu culto (Ògún Ondo, Ògún Ekiti etc.). O Orixá possui vários nomes na África e no Brasil e com isso ganha as suas particularidades.
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