Axé pessoal!
Que Oxalá esteja presente em todos os lares e corações.
A intenção deste post, é compartilhar saberes quanto às obrigações, os deveres e, consequentemente, as responsabilidades dos médiuns e dos pais/mães espirituais durante o desenvolvimento mediúnico e toda obra que envolve a mediunidade. Aliás, creio que a primeira, principal e a maior responsabilidade é do pai/mãe espiritual, pois, sua obrigação perante o despertar e edificação da mediunidade de seus filhos espirituais e médiuns são incontestáveis. Além disso, suas experiências, preparação e conhecimentos são superiores, certo?! Em segundo lugar vem a responsabilidade, respeito e persistência do filho espiritual e médium que deve estar a fim de aprender, de se empenhar, de se dedicar o quanto for necessário para seu crescimento interno e espiritual. Que deve saber reconhecer, ouvir e agir de forma coesa e coerente, isso quer dizer que pensamentos, palavras, sentimentos e atos devem expressar a mesma coisa.
Pois bem, de forma bem simples, quero elucidar melhor cada item acreditando que assim facilitarei um pouco mais o desenvolvimento desse dom tão sagrado chamado mediunidade.
Começo afirmando que o desenvolvimento mediúnico tem a obrigação de ensinar técnicas que capacitem o médium a distinguir, através de energias e fluídos, os tipos de espíritos que o está influenciando. Isso quer dizer que o médium deve perceber, reconhecer, saber como agem e ser capaz de diferenciar os espíritos bons dos desequilibrados, os doentes dos vingativos, os evoluídos dos zombeteiros, e assim por diante.
Não é um conhecimento muito fácil, mas com um pouco de estudo e dedicação podemos adquirir essa capacidade. Exemplificando, posso, de forma simples, citar que os pretos-velhos quando se aproximam dos médiuns emitem pelas costas fluídos que intensificam a energia do chacra plexo solar, assim sentimos um sobrepeso nas costas provocando a curvatura. Em seguida eles ativam o chacra cardíaco estalando os dedos enquanto ainda estão curvados e sentados gerando aquela emoção gostosa e muito especial nas pessoas que os procuram. Os caboclos emitem seus fluídos no chacra frontal, mãos e pés, fato que provoca os intensos e fortes movimentos das mãos como os cumprimentos, as danças e os passos firmes, eles ainda abrem o chacra laríngeo com seu brado a fim de facilitar a comunicação durante o atendimento. Os Exus projetam seus fluídos no chacra básico, dessa forma, quando o médium está ajoelhado a incorporação desta linha tende a ser mais fácil e fiel, já as Pombagiras potencializam a energia do kundalini fato que provoca os movimentos, os rebolados, as danças, o estímulo e a alegria em seus médiuns, e assim por diante.
No segundo item menciono que durante o desenvolvimento mediúnico o médium deve aprender ‘se’ e ‘como se’ concentrar e desconcentrar, ou seja, “firmar a cabeça” como muitas vezes ouvimos na Umbanda. Penso que uma das coisas mais desagradáveis durante um trabalho espiritual é estar ou, devido à minha condição de Mãe, ver médiuns totalmente fora da energia, com o pensamento longe ou com dificuldades na incorporação ou desincorporação em virtude da falta de concentração. Normalmente, quando isso está acontecendo ouvimos a expressão “Firma a cabeça!” que tem a intenção de provocar o retorno da atenção para aquele momento, ambiente e trabalho.
Impressionante é que, quando pergunto aos inúmeros alunos e médiuns umbandistas o que significa esta expressão, a grande maioria – cerca de 90% – diz que não sabem ao certo. Alegam que ouvem muito essa expressão, mas ignoram o que é e o que devem fazer exatamente.
Em terceiro lugar, pontuo a necessidade de saber como ocorrem e como ter controle sobre os desdobramentos. Esse também não é um saber comum ou simples, mesmo porque existem técnicas específicas que envolvem essa prática, além de necessitar da boa educação mediúnica do médium, porém esse tema elucida muitos aspectos importantes sobre vários dons mediúnicos, entre eles o da incorporação.
Sim, saber incorporar e saber desdobrar potencializa as ações mediúnicas facilitando os trabalhos espirituais beneficiando todos. Ou seja, entender o ato de incorporar e o de desdobrar como coisas diferentes e ao mesmo tempo complementares permite que os Guias trabalhem muito melhor, que os consulentes sejam atendidos de forma mais adequada, que os desajustes sejam mais facilmente reconhecidos e equilibrados, que os problemas sejam resolvidos de modo rápido e fácil, e principalmente, que os médiuns fiquem mais seguros, firmados e sustentados durante os trabalhos espirituais. Além disso, esse saber também auxilia o médium em sua casa e na vida cotidiana ou ainda, antes e durante o dormir.
Em quarto lugar, cito que o médium deve aprender a controlar a mediunidade e não apenas incorporar, psicografar, intuir, sentir, ver, etc. Isso quer dizer que o desenvolvimento mediúnico também deve ensinar o médium a “abrir e fechar” sua mediunidade na hora certa e de acordo com suas obrigações e funções espirituais. Caso contrário, o médium terá dor de cabeça, se sentirá uma esponja, apresentará mal súbito em qualquer lugar e a qualquer momento, principalmente nos lugares mais tumultuados e negativos.
Menciono ainda que o desenvolvimento mediúnico tem a obrigação de ensinar a forma correta de análise e avaliação dos procedimentos mediúnicos executados pelo próprio médium, assim como seus resultados.
Particularmente, creio que esse item é um dos mais difíceis e importantes quando penso em desenvolvimento mediúnico. Para mim, avaliar e distinguir o certo, o correto, o bom e o bem do infringir, do desejo, do ego, do julgamento, do culpado, da vítima e da Lei é imprescindível, porém muito difícil. É preciso um contínuo trabalho de reforma íntima, um especial ‘olhar Além’, um íntegro entendimento das Leis Cósmicas e uma gigantesca capacidade de maleabilidade. Penso que o juízo de valores NÃO deve existir, porém reais valores devem estar cristalizados no íntimo do médium, e esses, devem ser humanitários e não moralistas.
Bom, creio que esses tópicos já causam boas e inúmeras reflexões e esclarecimentos, não é mesmo? Deixarei para os próximos posts os outros itens, ok?!… Saliento apenas que estou compartilhando a MINHA forma de entender, ver, sentir e vivenciar o desenvolvimento mediúnico, portanto, sem críticas ou julgamentos.
Espero propiciar mais segurança, direção e satisfação aos médiuns que percorrem o caminho espiritual e que se dedicam ao aprimoramento de suas capacidades mediúnicas.
Espero também que, cada vez mais, as pessoas acreditem que são capazes de bem viver com a mediunidade aflorada, aliás, que viverão ainda melhor quando realmente assumirem suas condições, obrigações, deveres e responsabilidades de médium.
Por fim, ainda espero que todos percebam o quanto são abençoados por trazerem no espírito este importante chamado Divino.
Axééé
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