sábado, 8 de março de 2014

Vejo tudo. Será que estou incorporado?


VEJO TUDO. SERÁ QUE ESTOU INCORPORADO?
Esse é o medo e a pergunta de todo médium que inicia sua caminhada na Umbanda é o fator da incorporação consciente.
A cada 10 médiuns 9 tem essa dúvida e insegurança no inicio de suas Incorporações. Isso é muito comum de ouvirmos, esse tipo de dúvida sobre o transe, quem não teve esta duvida? Ou quem nunca ouviu esta pergunta?
Essa dúvida que assola a maioria dos terreiros a culpa é de grande parte dos dirigentes espirituais e dos médiuns de incorporação mais antigos que insistem em dizer que são totalmente inconscientes, talvez para valorizar sua mediunidade e não perderem a credibilidade ou com medo de serem tachados de mistificadores. - Podemos nos acalmar! Há muito tempo sabemos que as entidades deixaram de usar a inconsciência como fator preponderante para um bom trabalho exercido através de seus médiuns, muito pelo contrario, hoje sabemos que 95% dos médiuns são totalmente conscientes, e 4% semi-conscientes. A inconsciência completa hoje é rara nos médiuns, a minoria cerca de 1% dos médiuns a traz pelo dom mediúnico de nascença e não por necessidade espiritual dos Guias, e raramente irá ser revelada, justamente para não causar insegurança tão presente em nossa religião.
A incorporação é sentida de formas diferentes por cada pessoa. Para algumas, principalmente médiuns já desenvolvidos, a vibração é mais intensa e para outras é mais sutil, sendo as vêzes até difícil de sentí-la, afinal as pessoas são diferentes. Por isso se faz necessário que o lugar seja tranquilo e que se tenha uma boa concentração. Vale lembrar que não necessariamente as pessoas terão que ser médiuns umbandistas para realizar esse trabalho, podendo ser realizado por todos os médiuns, afinal médium é um instrumento de Deus e não de uma religião ou doutrina. A REAL NECESSIDADE SE FAZ PELO CONHECIMENTO, RESPEITO E FÉ PELO PODER DIVINO.
Nos casos de sofredores acontece da mesma forma, só que normalmente eles mandam as informações ao nosso mental, por isso não sentimos dor e sim nosso mental que nos manda informações de onde está o ferimento e o machucado destes espíritos. Sentimos sofrimento, dor, sonolência, vontade de chorar e até bocejos descontrolados. Nos casos de eguns e quimbas as incorporações são mais agressivas e fortes, sendo necessário o controle mental e físico do médium, pois caso contrário o médium poderá vir a se machucar, sem contar no desequilíbrio emocional e no medo que o consulente poderá sentir, pois em muitos casos eles não tem nenhuma noção sobre o pleno espiritual. Os Exús de Lei são entidades de Luz que vem com a necessidade de se energizar, de se limpar e limpar o médium de larvas, miasmas e através de nossa energia vital cicatrizar seus ferimentos. Afinal, eles enfrentam verdadeiras batalhas e confrontos espirituais nos resgares de sofredores, eguns, quiumbas e entidades de luz, desgastando suas reservas energéricas (vitalidade) e muitas vezes são feidos brutalmente por exus fora da lei.
DEFINIÇÃO:
Fenômeno físico-espiritual produzido pela conjunção da (1) capacidade espiritual receptiva do médium, (2) das energias do ambiente e a (3) da capacidade de um espírito controlar as variáveis energéticas, produzindo pela aproximação físico-astral dos corpos médium-espírito, a manifestação física, por meio de gestos e palavras, da personalidade e seu modo de expressão do espírito manifestante.
FINALIZANDO
Antigamente no Inicio Da Umbanda Havia a Necessidade Da inconsciência dos Médiuns, Muito era o Numero de Leigos E Descrentes, Muitos Curiosos de outras Seitas Testavam Nossos Médiuns de Forma Inconveniente, A Umbanda Sentia a Necessidade De Provar a que Veio, E Também por Causa De seus Médiuns que Sentiam Vergonha na Pronuncia, Nos Trejeitos e na Postura Das Entidades se Assustavam Com Estas Condições e que Por Conseqüência Poderiam os Levar ao Afastamento de Suas Entidades e Obrigações Religiosas.
Hoje Graças ao Nosso Pai Oxalá, Nossos Orixás e Guias, E Com A Evolução Constante da Lei Todos nos Conhecemos as Capas Fluídicas que Nossas Entidades Faz de Uso, Não Havendo Assim Mais a Necessidade de Esconderem de seus Médiuns a Forma que se Apresentam.

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